quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Café Molotov sessão pocket do Cine Molotov




O Cine Molotov realiza mais uma vez a sessão Café Molotov, uma sessão voltada para o cinema ao vivo e para a aproximação de outras artes, nesse caso a música e a fotografia.

Em uma parceria com a Casa Vândala, o evento será em apoio à campanha da Associação de Moradores do Titanzinho no Catarse, Multirão AMO Titan (https://www.catarse.me/amotitan).

Haverá uma exposição do ensaio fotográfico entitulado Titânicos, realizado em 2017 por Alex Fedox, com dois moradores do Titanzinho, Camila Nega e Claudio Kakão.

Uma edição especial da Cerveja Molotov estará sendo doada para campanha, assim como a venda das fotos da exposição também será revestida para a mesma, que também estará recebendo doações no dia do evento.

A programação será:

18h - Tertúlia Session com a DJ Mariana de Castilho

19h - Abertura da exposição Titânicos, com uma fala sobre ensaio fotográfico, seguida de uma fala do pessoal da Associação sobre a campanha Multirão AMO Titan, uma fala do pessoal da Casa Vândala sobre a doação da Cerveja Molotov e uma fala do pessoal da banda Danchá sobre o lançamento do CD que acontecerá do dia 25 de agosto (sábado).

20h - Show pocket da banda danchá com uma projeção de cinema ao vivo do Cine Molotov.

21h - Encerramento com Tertúlia Session DJ Mariana de Castilho

O evento é aberto ao público.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Cine Molotov exibe INFANCIA CLANDESTINA





Em 2018 o Cine Molotov volta à atividade e em grande estilo, mais uma vez no Bosque das Letras da UFC (CH1), dessa vez para exibir o longa-metragem INFANCIA CLANDESTINA, uma co-produção Brasil/Argentina, lançado em 2012, que representou a Argentina na disputa do Oscar de 2013, na categoria melhor filme estrangeiro.

Na ocasião teremos a participação do roteirista Marcelo Muller para debater sobre o filme.

Sinopse:
Argentina, 1979. Da mesma forma que seu pai (César Troncoso), sua mãe (Natalia Oreiro) e seu querido tio Beto (Ernesto Alterio), Juan (Teo Gutiérrez Romero) leva uma vida clandestina. Fora do berço familiar ele é conhecido por um outro nome, Ernesto, e precisa manter as aparências pelo bem da família, que luta contra a ditadura militar que governa o país. Tudo corre bem, até ele se apaixonar por Maria, uma colega de escola. Sonhando com voos mais altos ao seu lado, ele passa por cima das rígidas regras familiares para poder ficar mais tempo com ela.


Serviço:
Cine Molotov exibe INFANCIA CLANDESTINA
Dia 16 de Maio de 2018 às 19h
Na praça central do Bosque das Letras na UFC
Aberto ao Público

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Um panorama do que rolou nas sessões do projeto Cine Molotov Na Trajetória dos 50 anos do Golpe Militar, contemplado XI Edital Ceará de Cinema e Vídeo 2014 da Secult/CE, em parceria com o Coletivo Aparecidos Políticos e a Associação 64/68 Anistia.
O projeto aconteceu entre os meses de Abril e Dezembro de 2015 no Espaço Aparelho no Benfica em Fortaleza, com a exibição de dez documentários que abordam diversos olhares e fases da ditadura militar que se instaurou no Brasil dia primeiro de abril de 1964 e durou por 21 anos.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Texto sobre o filme O FIM DO ESQUECIMENTO por Leonardo Sampaio

Nós do Cine Molotov, trazemos mais um filme pertinente para nossa reflexão, colaborando para a reconstrução dos fatos daquela realidade um tanto obscurecida de nosso passado recente que repercutem negativamente no presente. Mesmo cientes do peso e da complexidade das questões que envolvem essa temática, consideramos absolutamente importante colocar em pauta dizer o que tem de ser dito da forma mais justa e verdadeira.
Trinta anos após a realização do filme Em Nome da Segurança Nacional, o cineasta Renato Tapajós resgata a narrativa daquele documentário que registrava um evento da Comissão de Justiça e Paz da arquidiocese de São Paulo chamado Tribunal Tiradentes em que foi julgada a Lei de Segurança Nacional. Naquela ocasião era posto em cheque o eixo ideológico da ditadura que justificava a repressão e a tortura sobre diversos seguimentos da sociedade brasileira.
É o próprio cineasta que nos coloca a refletir diante do fato da promoção do esquecimento por parte das classes dominantes que continuaram no poder afim de varrer da memória nacional os crimes de Estado. Queriam simplesmente deixar para trás, sem denunciar o terrorismo cometido pelos sucessivos governos militares. O Tribunal Tiradentes não levou este nome a toa, pois carrega uma homenagem a um dos primeiros mártires que lutou por liberdade.
Por sua vez, com a produção de O Fim do Esquecimento, pretende investigar e registrar as repercussões da violência cometida pelos representantes do Estado nos anos de chumbo. A repressão atingiu estudantes que protestavam e combatiam o regime, trabalhadores que tentavam se organizar, padres e advogados que se engajavam para somar na luta contra a ditadura militar.
Os princípios da Doutrina da Segurança Nacional ainda são utilizados pelos aparatos de segurança militarizados. Entre as consequências da falta de rigor na apuração dos crimes, estão a institucionalização posterior da violência nos morros e favelas com o genocídio da população, sobretudo pobres, negros e jovens. A violência dos latifundiários sob os camponeses que lutam por reforma agrária, assassinatos individualizados com impunidade quase absoluta. Sem falar da opressão nos casos de remoção nos grandes centros urbanos.
A mensagem que o Estado passa, mesmo sendo o próprio guardião dos direitos humanos, é de que se você cometer um crime em seu nome, será protegido. Então aquele agente que tem o monopólio da violência carrega a ideia da impunidade pois lá atrás fizeram coisas muito piores e não deu em nada.

Leonardo Sampaio – Psicanalista, membro do Cine Molotov
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No entendimento geral a respeito da questão da tortura, é vista como uma atrocidade, um crime que viola os direitos humanos sob qualquer norma ou tratado internacional, sob qualquer regra do direito internacional.
Na mente da nova geração de lutadores sociais que anseia indignada por travar suas próprias batalhas frente as injustiças sociais dos dias atuais, uma busca pelo esclarecimento dos crimes da ditadura representa força para enfrentar os crimes e abusos de autoridade hoje.
Nas comissões especiais, nas manifestações dos artivistas, esculacho contra os cumplices que não foram enquadrados pela justiça, nos movimentos populares combativos, a história é e sempre será lembrada, o esquecimento afastado para dar lugar a informações apuradas no sentido de seguir adiante com o necessário registro na memória do que de fato ocorreu aqui. É do futuro que se trata todo esse trabalho. Para nos prepararmos e estarmos mais protegidos contra a repetição de toda atrocidade, torturas, violência e desaparecimentos.
Se perguntarem “Existe tortura atualmente no Brasil?”. 
Por parte de quem é praticada? Como e onde ocorre?
Para qual contexto nos remetem essas questões?
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Fotos da sessão do filme O FIM DO ESQUECIMENTO

Lucinha do Instituto Frei Tito exibe uma série de fotos de uma atividade acontecida no próprio Mausoléu, com ex-presos políticos e trazendo reflexões sobre o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Oswald Barroso fala sobre o período militar em Fortaleza e a resistência da arte e da cultura na cidade.


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